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quarta-feira, 13 de julho de 2011

sobre o bom senso na hora de parir!

a gravidez da nossa filha foi planejada!
quando meu marido e eu achamos que era a hora de ter um filho, começamos à tentar!

e aí, quando eu fiquei grávida, só tinha uma coisa na minha cabeça: 'quero parir de parto normal'.
passei os nove meses pensando que teria as 'tão mal faladas' dores de parto, mas que seria por uma boa causa: seria para o meu bem e para o bem da minha filha.
eu queria viver aquelas dores, aquele momento. juro.

na reta final, fui à obstetra para realizar a consulta de rotina e fui orientada à fazer uma cesárea porque eu não estava tendo contrações, já tinha perdido o tampão (que eu nem sabia que existia), a minha placenta já estava amadurecida no seu grau máximo (são 3 graus), Manu poderia entrar em sofrimento, blá, blá, blá.
e ela disse: 'vou agendar centro cirúrgico na maternidade depois de amanhã. se você quiser, pode esperar o parto normal, mas será arriscado. o melhor para você e para sua filha nesse momento é a cesárea.'

ouvir aquilo foi como levar um soco no estômago.
saí do consultório totalmente desnorteada.
oras, eu passei nove meses planejando uma coisa que não iria dar certo!
primeiro veio o sentimento de decepção.
e depois veio o sentimento de culpa por não ter parto normal. era como se eu estivesse cometendo um erro.

acabei decidindo pela cesárea, afinal eu não queria colocar a vida da minha filha em risco.
eu queria o melhor para minha filha e pra mim.
no dia marcado fui para a maternidade de malinha feita, sem dor de contrações e feliz da vida.
deu tudo certo. minha filha estava nos meus braços, e naquele momento não importava se tinha sido por parto normal ou por cesárea.

a cesárea, por sinal, é tudo de bom também. não há dor.
o único incomodo é o pós-parto. os gases que ficam na barriga doem muito e os pontos também incomodam. mas apesar disso, eu teria outra cesárea sem problemas.

e isso foi em 2006. nessa época eu não acompanhava blogs e fóruns de discussões sobre parto.
hoje, leio muito sobre. e o que mais se fala por aí é a questão do 'emponderamento'!
estimula-se a mulher a ter seu filho de parto normal, porque é o que o natural.
fala-se muito sobre a banalização da cesárea X partos humanizados e/ou domiciliares.
a discussão é longa.

e eu, que estou querendo engravidar de novo, ficava assistindo vídeos e lendo relatos de partos humanizados E domiciliares e ficava imaginado quanto deve ser legal parir em casa, sem intervenção cirúrgica, que nem uma índia, como a natureza feminina 'manda'!
imaginava como seria comigo: eu, meu marido, minha filha, uma doula e a parteira.
(só imaginação mesmo, porque no fundo eu acho que não teria coragem!)
enfim, assistia admirando aquelas mulheres parindo de forma linda e natural.
o corpo delas trabalhando sem interferência de medicamentos. coisa linda mesmo.

em sua maioria, os blogs, sites e pessoas que defendem o parto domiciliar baseiam-se em experiências próprias ou de pessoas próximas (assim eu imagino). e defendem que a mulher tem o direito de escolher como quer parir (salvo os casos de indicação médica para cesárea) e que estando tudo bem com ela e com o bebê, pode-se fazer um parto domiciliar tranquilamente, afinal, o corpo feminino tem em sua natureza todo o preparo para gerar e parir um bebê naturalmente.

eu também acho que, estando tudo bem, a mulher deve sempre optar pelo parto normal.
acho que a cesárea está banalizada no Brasil e que as mulheres querem cada vez menos sentir dores. querem programar data, arrumar cenário de maternidade (lembrancinhas), fazer fotos do nascimento com fotógrafos profissionais, enfim, estão cada vez mais adeptas à cesárea. e os médicos também. afinal, marcar cesárea não exige sair de casa no meio da madrugada. fora que a cesárea é muito mais rentável $$!

essa discussão é muito linda, comove e influencia muita gente (para um lado ou para outro)!

na prática funciona assim:
uma amiga muito querida, decidiu com seu marido que estava no momento ideal para terem um filho.
engravidou.

fez o pré-natal.
se alimentou saudavelmente.
não bebeu, não fumou.
fez drenagem linfática no final.
se cuidou direitinho.
fez tudo como manda o figurino.
(quem olhava ela de costas, nem dizia que estava grávida.)

pode-se dizer que sua gravidez foi exemplar.

no momento certo, seu corpo avisou: era hora do seu bebê nascer.
entrou em trabalho de parto.
correu pra maternidade e não demorou muito seu filhote lindo nasceu.
saudável e lindo.
parto normal!

e minutos depois de nascer, o lindo bebê estava no colo do papai orgulho, que instantaneamente se dirigiu ao berçário para exibir o filhote aos familiares e amigos!

enquanto isso acontecia, na sala de parto o clima não era de felicidade, e sim de total preocupação. minha amiga teve hemorragia, e precisou ser operada.
complicação pós parto! saca?

então! ela entrou em coma e ficou em estado grave.
enquanto isso o marido se dividia entre a alegria pela vida de seu filho e a angústia, sofrimento e incerteza pela vida da esposa.

essa história poderia ter tido um final trágico se minha amiga tivesse optado pelo parto domiciliar.
por mais saudável que ela e o bebê fossem, isso não era garantia para ter um parto desassistido (por médico) sem riscos!

e outra, no hospital que ela deu à luz, havia estrutura para atender ela e o bebê. se ela não estivesse ali, certamente não estaria mais entre nós.

estou relatando essa história porque até isso acontecer com ela, eu nunca tinha parado para pensar nos riscos de se ter um parto domiciliar e desassistido.

tá, tudo bem, o sistema de saúde pública no Brasil é uma merda e a grande maioria das mulheres que não tem plano de saúde passam apuros em corredores de hospitais largados pelo governo e dependendo de onde moram (área rural, sertão, etc) parir em casa é a única opção.
não vou abordar essa questão aqui.

refiro-me à faixa da população que possui acesso à hospitais e/ou possuem planos de saúde.
porque essa população sim tem tido a oportunidade de optar em ter o bebê em casa ou no hospital.
e são essas mulheres que tem acesso aos hospitais que estão cada vez mais escolhendo o parto domiciliar. e alegam que o 'sistema' nos empurra cesárea, que nos dão brecha para escolher entre parto normal e cesárea, que nossos médicos não estão dispostos à 'assistir' de fato os trabalhos de partos (que podem durar horas) e que o clima hospitalar não é legal.

enfim, todos sabemos que há uma questão cultural sobre isso.
nossa sociedade está acostumada à cesárea. fato. o parto normal não é a preferência.
e como há brecha para a mulher escolher, acaba-se optando pela 'intervenção cirúrgica'.

muitas as mulheres estão 'remando contra a corrente', e estão optando pelo parto normal e domiciliar. está virando 'moda' ter filho em casa. e há mulheres que argumentam que em alguns países da Europa o governo incentiva essa prática.

ok, isso é na EUROPA!!! lá existem profissionais da saúde que assistem a mulher em trabalho de parto domiciliar. são preparados para esse trabalho.

aqui no Brasil a história é bem outra! não possuímos profissionais especializados em parto domiciliar, as chamadas obstetrizes (diferente de doula. e doula não é médica).

sabemos que em áreas de difícil acesso, existem parteiras. e que as mulheres têm seus filhos em casa. mas sabemos também que, hoje em dia, ainda muitas mulheres 'morrem de parto'.

recentemente a filha da Ana Maria Braga foi ao programa dela dizer que teve um parto domiciliar, que tinha sido lindo, que as doulas eram ótimas e que super indicava parir em casa.

gente, não tenho ABSOLUTAMENTE nada contra doulas, acho inclusive que os hospitais deviam ser obrigados permitir a presença dessa profissional na sala de parto, se fosse desejo da mulher.
a doula é a pessoa que dá suporte físico e emocional à mulher antes, durante e depois do parto.
muitas mulheres se sentem confortáveis e seguras com a presença dessa profissional.

eu acho que está faltando o 'meio termo' nessa história de parto normal e domiciliar X cesárea/parto no hospital.

acho que ao se decidir fazer um parto em casa, a mulher está colocando em risco a vida dela e do bebê. nunca se sabe o que pode acontecer depois que o bebê nasce. as complicações pós parto existem, são uma realidade. as UTIs estão aí pra isso. se há a opção de parir em um hospital, por que se arriscar?

pra mim, 'emponderar-se' é escolher ter um parto natural, e de preferência normal. é saber que o melhor para o bebê não é apenas nascer num ambiente familiar, mas também em um ambiente seguro.
quando leio ou escuto por aí que temos que brigar pelo parto normal, sou super à favor.
acredito que o mais lindo e natural é o parto normal. mas acho que a população de mulheres que veste a camisa do parto normal domiciliar, deveria lutar pelo parto normal com segurança.

a minha amiga, passou umas horas na UTI, uns dias no hospital, inspirou muitos cuidados mas hoje está em casa, com sua saúde restabelecida e amamentando e cuidando do seu filho.
graças à Deus, aos médicos e a estrutura hospitalar!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

então,
com o passar do tempo,
você acha que com a convivência,
as pessoas te conhecem
e que você conhece as pessoas!
puro engano!!!
nem você se conhece!


terça-feira, 29 de junho de 2010

em briga de marido e mulher.....

ontem, depois da vitória do Brasil, descemos para 'dar uma voltinha'.
di, manu, gi, hermano e eu.
monobloco estava agitando a galera na praia no fifa fun fest. que por sinal está super bem organizado e apesar de ser um evento gratuito, parece que a 'frequência' está sob controle.
bom, como eu não suporto muvucada me encostando e tenho filha pequena, preciso sempre manter distância da concentração de 'populares'. assim, se acontece algum tumulto podemos nos distanciar com mais facilidade (ou seria menos difuculdade?).
bom, passa que ficamos concentrados bem na direção de casa, só que no calçadão. então, podíamos ouvir a música agitada, acompanhar a movimentação e até arriscar uns passinhos com a manu (que ama dançar)! isso significa exatamente que estávamos no leme, visualizando o telão que estava voltado para fora da arena da fifa!
e aí, di e hermano tomando cervejinha.... gi e eu nos balançando discretamente..... e todos super ligados na manu (tenho pavor de criança perdida!), que estava bem à vontade com a copa do mundo!
e onde tem povão, tem confusão! fato.
eu, que estava de butuca nos acontecimentos (mãe-neurótica-que-quer-a-filha-longe-de-confusão-mas-que-desce-pro-calçadão-pra-comemorar-a-vitória-do-Brasil!!), logo avistei uma ocorrência!
à uns 100m de onde estávamos, sai um cara da areia, sobe na calçada e vai em direção à pista (av atlântica).
logo atrás dele (praticamente grudada nele!) tem uma mulher, magra, alta e bonita.
ele parecia estar bem chateado (pra não dizer puto da vida) e não queria papo com a mulher.
ela, puxava ele pela gola da camiseta e não queria que ele fosse embora (ou pra onde quer que ele fosse).
quando ela puxava sua roupa, ele desviava e pedia para ela deixá-lo ir.
ela insistia. e então ela deu o primeiro tapa. juro!
fiquei chocada.
desse momento em diante o di, a gi e o hermano passaram a acompanhar a briga comigo.
a polícia, que estava parada entre as pistas, observava tudo de longe.
o cara tentava ir e a mulher insistia que ele tinha que voltar e discutir sobre alguma coisa.
ele desviava e ela o abordava com contatos físicos (e tapas leves).
quem via de longe, como nós quatro, e não sabia os motivos da briga nem qual era o grau de relacionamento do casal, notava nitidamente que o cara não queria conversa e que a mulher o provocava.
e a polícia observando.
e cada vez que ela agredia ele, eu esperava a hora que ele ia revidar.
até que num dado momento, lá pelas tantas, ele a empurrou de maneira mais rude e ela quase caiu.
quase. mas não caiu.
nessa hora a polícia se moveu e foi até o local ver o que se passava.
houve um tumulto, e então dispersou.
a polícia voltou pra onde estava e eles sumiram (impressionante como as pessoas somem e reaparecem do nada na multidão!!!).
não deu nem um minuto e a cena recomeçou.
ele tentando fugir e ela tentando agarrar ele.
só que dessa vez ele a empurrou com mais força e ela caiu de fato.
adivinhem o que aconteceu????
.
.
.
.
tchana-na-na-nam!!!!!!!!!!!

ela levantou e foi atrás dele de novo!!!!!!!

aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!

como pode?

independente do motivo da briga, quando ele deu o primeiro chega pra lá nela, ela tinha que ter caído fora!!!
mas não. ficou ali, no meio de todo o mundo, fazendo cena!

depois do que vi, cheguei às minhas conclusões.
primeiro: cadê o amor próprio daquela mulher?? (deixou em casa?)
depois: se levou o primeiro 'empurrão' e voltou pra levar mais é porque gosta (e merece!).
e ainda: a lei maria da penha só serve para mulheres agredidas? (sim, porque enquanto ela empurrava e agredia o cara a polícia nem se moveu. no momento que ele empurrou ela apareceu um batalhão na mesma hora!!)

no final das contas, o cara foi embora e ela ficou no meio de um monte de policiais, com uma amiga, falando ao celular. não sei no que deu, mas no mínimo uma vergonha ela passou.


nunca vou conseguir entender essas relações onde há agressão física e muito menos essas mulheres que permitem serem agredidas......




segunda-feira, 24 de maio de 2010

a inversão dos conceitos

quarta-feira passada, na faculdade, a professora apresentou o seguinte caso para a turma debater:

(resumo)
um homem, que trabalhava há 20 anos em uma empresa, vinha 'pegando' diariamente pães da cantina sem autorização e levando para comer fora do expediente por conta de uma gastrite. seus colegas sabiam. seu chefe também. já tinha sido alertado que não estava agindo certo. um belo dia, foi pego pelos seguranças da empresa e então foi demitido por justa causa. o sindicato e a imprensa caíram em cima da empresa, alegando que havia sido um erro demiti-lo. a empresa acabou readmitindo o tal funcionário.

resumidamente foi isso. teve uma pessoa na classe que disse que esse caso aconteceu de verdade em São Paulo. não sei, mas sei que houve um debate caloroso na sala de aula e eu, mais uma vez, fui a minoria. eu e o P.

foi assim:
a professora perguntou de cara:
quem acha que a empresa errou em demitir o funcionário?

todos (aproximadamente uns 15 alunos), exceto P e eu, levantaram as mãos.
então, a professora perguntou:
quem concorda com a demissão do funcionário?

P e eu levantamos as mãos.

silêncio seguido de espanto! e então começou o debate caloroso.

ela perguntou pra mim e para o P porque achávamos certo a demissão.
respondemos que o funcionário tinha cometido roubo e que se a empresa não tolera esse tipo de comportamento, tem que haver punição, seja roubo de pão ou de dinheiro.
imediatamente fomos abafados pelos comentários feitos ao mesmo tempo por colegas que se indignaram com nossa resposta.
a professora, imparcial, pediu silêncio e me deu a palavra.
eu então, fundamentei minha opinião:

gente, se ele foi pego pelo segurança da empresa com pães na bolsa e foi levado à direção da empresa, subentende-se que a prática de pegar pães além do que era servido na cantina não era autorizada. código de ética da empresa.
se ele pegava pães por conta de uma gastrite ou por outro motivo qualquer, pegava sem autorização. estava roubando.
a empresa o demitiu por não tolerar roubo, seja de pão ou de qualquer outra coisa.
roubo é roubo.
ele, tinha que ter parado com essa prática quando foi alertado pelo seu chefe.
quem é capaz de roubar um pão, é capaz de roubar dinheiro, material, etc...
eu o demitiria e acho que a empresa errou em tê-lo re-adimitido. ah, eu demitiria o chefe dele também, que permitia tal comportamento. foi conivente.

minhas palavras causaram espanto e comoção geral. pois se tratava de pão. como eu demitiria alguém que trabalhava há anos na empresa por conta de pães?
então, a aluna I, que até então eu nunca tinha ouvido a voz dela no semestre todo, se manifestou com a seguinte frase:

não concordo com a demissão. não era roubo. todo mundo sabia que ele pegava pão. todo mundo via. isso não era roubo!

HÃ? COMO ASSIM? SÓ PORQUE TODO MUNDO VIU, O ATO DE ROUBAR ESTAVA SENDO DESCARACTERIZADO?
É ISSO?

não me contive e perguntei:

você, eu e a nação brasileira sabemos que existem parlamentares roubando nosso dinheiro lá em Brasília. sabemos que existem pessoas nos governos estaduais e nas prefeituras desviando dinheiro público. os jornais denunciam isso diariamente. TODOS NÓS SABEMOS! o fato de sabermos desqualifica o roubo de nosso dinheiro? hã?

nem preciso dizer que ela não teve argumentos pra me responder, né?

e quando vi que não adiantaria me desgastar sustentando minha opinião, e que de nada serviria meus argumentos, pois a maioria dos alunos discordavam que o funcionário tinha roubado, me calei.

perceber que tudo está virado me fez muda.
eles não puderam (não sei o que impede universitários de instigar seu raciocínio) compreender que o fato de que eles entenderam a causa do roubo dos pães (gastrite) e de que perdoariam a atitude do funcionário, não desqualificaria o roubo.

roubo é roubo.
os motivos que levam alguém a roubar, não desqualifica um roubo.
o fato de haver perdão, não significa que não houve roubo.

GENTE!! O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM O FUTURO DA NAÇÃO (NÓS, OS JOVENS)?

o que está acontecendo com a ética?
por que as pessoas estão corrompendo os princípios morais básicos da boa convivência em sociedade? onde iremos parar?
alunos de uma universidade privada, a maioria moradora da zona sul do Rio de Janeiro, com situação confortável de vida, com acesso à educação, empregados.....
são pessoas que não possuem necessidades básicas. pessoas que não passam fome.
deve ser por isso que não se indignam com a pouca vergonha de nossos governantes, pois não reflete diretamente no conforto da vida deles.
vivem de maneira individualista e egoísta. não pensam no próximo.
não se preocupam em manter os valores morais....

o fato de se perdoar um roubo, não o descaracteriza! repito mil vezes!

então, com esse debate, pude chegar à uma conclusão:

as pessoa encontraram subterfúgios para a pouca vergonha própria e alheia.
é muito mais fácil se corromper e seguir a maré do que nadar contra a corrente para manter seus princípios.
e o brasileiro adora uma facilidade. porque brigar se é mais fácil dar as mãos e ser conivente?

eu continuo, com muita dificuldade, nadando contra a maré. ainda que muitas vezes calada para não ser massacrada.

nem que meus princípios não modifiquem nada ao meu redor.....
nada e nem ninguém irá mudá-los.


quarta-feira, 10 de março de 2010

reflexão


SINCERIDADE.
se eu fosse resumir o meu ser em uma única palavra, seria SINCERIDADE. sem sombra de dúvidas.
mas nesses meus quase 30 aninhos, tenho visto tantas coisas por aí.... tanta gente vivendo na mentira e usando da mentira para conseguir alcançar seus objetivos..... chego até a desanimar às vezes.
noto claramente que vivemos em uma sociedade hipócrita, que prefere a mentira. nítida e descaradamente. porque quando há franqueza nas relações (sejam elas amorosas, de amizade ou até mesmo profissionais), há também exposição de fraquezas e feridas, e o ser humano não gosta de olhar para suas fraquezas. prefere olhar para a fraqueza alheia.
aí, vive-se assim: 'eu não sou sincera, você também não. eu sei de suas fraquezas e você sabe das minhas. você convive com as suas e eu convivo com as minhas. convivemos como se nada nos incomodasse. nada fazemos para mudar. e assim vamos nos suportando de maneira cordial.'
e desse comportamento, surgem as relações que não são sinceras. pois ambas as partes não estão dispostas a olharem pra si. pois o ser humano tem, por natureza, uma dificuldade imensa de assumir seus defeitos e fraquezas. e opta por não superar isso. prefere viver como se nada houvesse.
e então eu pergunto: há entrega? pode, de alguma maneira, existir trocas de sentimentos sinceros numa relação onde não há a liberdade de praticar a sinceridade? há confiança nesse tipo de relação?

acho que não.

prefiro ouvir verdades, senti-las doer, admitir minhas fraquezas, refletir os meus atos, e pensar maneiras de ser uma pessoa melhor.
e prefiro isso, não pelo o que os outros irão dizer ou julgar. prefiro a verdade nua e crua por mim. porque na maioria das vezes ela dói, e muito, mas sempre me faz uma pessoa melhor. e quero ser uma pessoa melhor a cada dia, porque assim posso ser cada vez mais sincera. comigo e com os que convivo.
e cada vez que a verdade me incomoda, vou fundo na minha ferida, pra ver se acho o que esta causando-a. e então, me fecho, como uma lagarta num casulo e fico lá, bem quietinha. fico me olhando, olhando minhas fraquezas, sentindo o cheiro podre da ferida e tentando achar o antídoto para me curar de mais uma mazela tipicamente humana, que impregnou meu ser. esse processo é dolorido. mas é fundamental.
e aí, depois da dura e edificante reflexão, começo a deixar meu casulo. e então abro bem minhas asas curadas (ainda que algumas vezes, curadas só por uma temporada), respiro bem fundo e recomeço meu vôo.

e muitas outras vezes precisarei me enclausurar com meu 'eu', porque sou humana e estou à 'galáxias' de atingir a perfeição.

precisamos saber ouvir as verdades, que são doloridas na maioria das vezes. mas são fundamentais para nos tornarmos pessoas melhores.



domingo, 7 de março de 2010

para as feministas (me odiarem).....

dia internacional da mulher! 8 de março!
cá venho eu filosofar sobre mais uma data (rsrsrsrs)! num guento!!
amo ser mulher! principalmente pelo fato de que ser mulher me proporciona a sensação maravilhosa e indescritível de ser mãe!
mas.... nem sei bem como falar isso aqui.... é... que... EU QUERIA SABER QUEM FOI A FDP QUE TEVE A INFELIZ IDÉIA DE RASGAR SUTIÃ EM PRAÇA PÚBLICA EM BUSCA DE DIREITOS IGUAIS!!
pronto falei!
precisava falar isso....
antes do massacre, vamos aos fatos:
eu acho que a mulher lutou muito pelos direitos iguais mas se esqueceu que os direitos sempre vem acompanhados dos deveres! e nós já tínhamos deveres suficientes!
o direito de votar foi sem dúvida uma conquista e tanto (falta conquistarmos a liberdade do voto, não ao voto obrigatório! mas isso é conversa para outro post)!!
pílula anti concepcional então... ô coisa boa (que digam os meus ovários micro-poliscísticos)!
mas acho que a revolução feminina foi um pouco além do básico, um pouco além do que merecíamos. de fato era um horror o modo como as mulheres eram tratadas e seu papel na sociedade!
acontece que, a conquista dos direitos iguais está pesando nas costas das mulheres que vivem o mundo de hoje! e eu, acho que as feministas da época não contavam com isso. como?
bom, a mulher 'moderna' de 2010 tem que: trabalhar fora (toda mulher moderna trabalha fora), cuidar da casa (tá, ainda que você tenha secretária do lar, tem que cuidar da casa também, querida! ou vai me dizer que você não supervisiona dispensa, produtos de limpeza, coisas no lugar, tarefas feitas da sua maneira, etc?), cuidar do marido (sim! admita que por mais independente que seu marido seja sempre tem um médico pra você marcar, sempre tem uma conta que ele esqueceu de pagar e você não, sempre tem que haver uma inspeção no guarda roupa dele para evitar que ele saia com alguma camisa sem botão ou amarrotada!), cuidar e educar filho (quem tem sabe que é uma responsabilidade e tanto e para aquelas que tem mais de um, o trabalho é maior), ser bonita, estar na moda, ser magra (sim, babie! admita: temos todas a obrigação de sermos magérrimas! nossa sociedade impõe isso!), estudar, entre outras coisas!
e essas obrigações (que não param por aí), nós, guerreiras que somos, fazemos com prazer e por opção! o mais pesado de tudo é que nosso emocional tem que estar tinindo pra aguentar o tranco. porque se fosse só isso, tudo bem! mas é que é isso tudo dentro de um contexto! cada uma vive uma vida com um 'contexto' diferente, particular!
não acho que é ruim a mulher trabalhar fora! o que acho péssimo é como a nossa sociedade vê isso! porque a mulher que opta por não trabalhar fora e se dedicar à vida de dona de casa (porque em casa o trabalho já é suficiente, apesar de não ser remunerado) é vista de forma diferente! muitas vezes com preconceito!
eu, alessandra, não sou contra as feministas e muito menos contra as conquistas que fizemos ao longo desses anos. sou apenas CONTRA TUDO QUE É IMPOSTO OU OBRIGATÓRIO!
e a sociedade exige muita da 'mulher moderna'! acho que temos livre arbítrio para ir e vir e fazer de nossas vidas o que bem queremos!
acho também que os homens se deram bem nessa história toda de direitos iguais! eles dividiram os direitos e deveres com a gente, só! pois as feministas que rasgaram sutiã em praça pública esqueceram de exigir que eles dividissem conosco os nossos deveres! (nesse parágrafo estou falando por causa pública, porque meu marido faz parte de uma minoria de homens que participar ativamente (e por vontade própria) das obrigações da casa. fora que é uma paizão...)
e diga-se de passagem, o homem que participa das tarefas domésticas e divide com sua esposa as obrigações do lar, faz isso porque quer, porque tem vontade. e graças à Deus cada vez mais homens são mais participativos em casa (por opção).
bom, só para deixar registrado, AMO SER MULHER! e apesar de achar que a divisão de direitos e deveres está mal feita, acho que somos mais cobradas porque de certa forma, temos estrutura para suportar todo o peso! de 'frágil', não temos nada!
e viva a mulherada!! viva!!

terça-feira, 2 de março de 2010

'o tempo dirá.....'

tenho pensado muito sobre o 'tempo'.
o tempo no sentido temporal mesmo.
se não respirar fundo, dou uma leve surtada...
minhas 24 horas passam numa velocidade diferente de 20 anos atrás.
quando tinha 10 anos, meu dia era loooongo.
maior parte do meu tempo era dedicado a brincadeiras.
o dia demorava a passar e passava leve.
hoje meu dia é dividido em, basicamente, 6 partes.
mas não é uma divisão de partes proporcional.
e esse divisão 'desigual' não está me fazendo muito bem.

estou precisando de um tempo.
literalmente!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

é preciso saber ouvir

dentre as 10.987 coisas que me questiono e ainda não encontrei a resposta, encontra-se a seguinte pergunta:

POR QUE O SER HUMANO, EM SUA MAIORIA, NÃO SABE OUVIR?

muito fácil falar tudo o que se pensa. difícil é ouvir o que pensam de você.
se Deus nos deu 2 orelhas e 1 boca, será que isso não significa algo?
saber ouvir é uma dádiva. saber assimilar o que presta, outra dádiva. parar para refletir depois então....
não se pode ser dono de todas as verdades. não se pode estar sempre com a razão. as coisas não devem ser sempre do seu jeito. você não é o centro do mundo.
temos que nos colocar sempre no lugar do outro. e se fosse com a gente? será que eu gostaria? será que seria legal alguém simplesmente virar as costas pra mim e sair andando só porque não quer ouvir as minhas verdades?
penso que pessoas com esse comportamento são, em sua maioria, medrosas.
sim. medo de ouvir uma verdade. medo de perceber que está errado. medo de sofrer.
mas ora, sem sofrimento, sem verdades, não há crescimento. e o medo deve ser encarado de frente, nem que isso custe reconhecer que se está errado, ceder, chorar e sofrer.
do contrário, com o tempo, não haverá mais ninguém ao seu lado para você virar as costas!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

falso aqui, falso acolá


se tem uma coisa nessa vida que eu ABOMINO é a FALSIDADE que habita por aí. (quem me conhece sabe!)

ai, tenho nojo e vontade de vomitar quando me deparo com a 'tal'.

é um comportamento que não consigo admitir: como é que pode existir?

nunca tinha pensado em perder meu tempo escrevendo sobre isso, mas não pude me conter.

há pouco, estava em uma de minhas 'navegadas' pelo orkut, quando me deparei (diversas vezes)com a falsidade em sua versão virtual: tipo, 'quero mostrar para os outros uma coisa que não sou e nunca serei'!

pra que isso? pra que viver de aparências? pra que essa necessidade de mostrar uma coisa que não existe? será que é aquela velha história 'de provar algo para alguém'?

fulano, que não gosta do beltrano (a empresa inteira sabe), mas posta foto abraçadinho com ele na festa de final de ano e ainda comenta: 'muito legal esse dia'! argh!

e aquela beltrana que não se dá com o namorado (vive de aparência que todo mundo sabe) e posta foto com o 'amore'?!

tem aquela que comenta: 'querida, que saudades de vc' (mas não liga pra saber da 'querida').

ah, faça-me o favor!



eu pergunto: pra que isso? pra mostrar pra 'comunidade' que você é popular? que você tem muitos amigos? que nunca está sozinho? que todos te amam? (ninguém é tão popular assim!)



ai, num guento! tenho nojo!



tenho uma teoria para esse tipo de comportamento: esse povo que pratica essa tal falsidade , tem a necessidade de ser querido em algum lugar, nem que seja no mundo virtual! porque é nesse mundo virtual que as pessoas se vendem da maneira que querem e só quem conhece de perto sabe que é 'fake'! é como se no orkut, facebook e sei lá mais o que, existisse um 'avatar'! é!! a pessoa cria/inventa um perfil e se comporta como gostaria que sua vida fosse! acho que procurando aceitação!!! será?

não sei!

só sei que não tenho nada contra os sites de relacionamento, tenho perfil no orkut e até curto! mas acho que as pessoas estão estrapolando os limites da realidade e projetando na web o que gostariam de ser e não são!!! e isso é a maior falsidade!!

mas eu não deveria me surpreender! se alguém é falso na vida real, será falso na web também!!