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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

sobre amar sem possuir

eu TENHO mãe, pai, marido, irmãos, filha, amigos.

(eu TENHO.
TER.
POSSUIR.)


MINHA filha, MINHA mãe, MINHA irmã.
MEU pai, MEU marido, MEU irmão, MEUS amigos.


(MEU, MINHA.)


esses dias me peguei refletindo sobre quão forte e possessivo é usar essas termos.
tipo, vamos analisar: o marido é MEU.

certo ou errado?

errado!!!

o marido não é MEU, ele ESTÁ comigo.
ESTÁ comigo porque sou uma companhia agradável, porque tem interesse em passar seus dias ao meu lado, ESTÁ comigo porque temos objetivos em comum, porque se sente feliz ao meu lado, porque temos uma filha juntos, porque nos damos bem e nossa convivência é ótima. enfim, o marido ESTÁ comigo porque me ama e é muito amado por mim.

diante do exemplo acima você me pergunta em pensamento:
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, mas Alê, e seus irmãos, pais e filha? não são seus? não possuem vínculo sanguíneo com você?

eu te respondo:
são MEUS até certo ponto! estão LIGADOS à mim através de laços sanguíneos e de amor.
Deus nos escolheu para vivermos na mesma família e para termos laços.
assim como o meu marido está ligado à mim através de laços de amor e nesse caso, nós pudemos fazer a escolha.

quando digo que os termos são possessivos é porque para determinadas pessoas, o uso dessas palavras podem ser levados à risca.

no sentido literal dos termos, eu afirmo: ninguém é meu!! eu não tenho posse da vida de ninguém. a única vida que tenho posse é a minha.
nem a vida da minha filha é minha. está sob meus cuidados, mas não é minha. é dela. e o dia que ela tiver discernimento para se cuidar sozinha, vai seguir seu rumo, perto ou longe de mim. vai viver a vida dela.

e é assim que funciona. não somos donos de ninguém.

minha filha vai crescer e vai olhar pra trás e vai ver que eu e o pai dela a ajudamos à crescer e se tornar uma bela mulher. e tenho certeza, vai nos agradecer por termos andado de mãos dadas com ela até o momento que estiver apta à andar sozinha. e vai fazer suas escolhas, seguir seu caminho. e eu e o Di estaremos por perto, sempre à postos para ajudar e apoiar nossa preciosidade, nosso maior amor.

não entendo como tem gente que confunde amor com possessão.
amar e ser amado é um exercício diário de respeito. se há sentimento de posse, não há respeito.

amo muito, MEU marido, MINHA filha, MEUS pais, MEUS irmãos, MEUS familiares e amigos.
amo muito, mas não possuo nenhum deles. e nem quero possuir. nunca.
e isso não faz do meu amor menor ou pior que o amor de alguém possessivo.

quero eles perto de mim sempre, recebendo meu amor, minha fidelidade e meu respeito!
e quero que seja seja sempre de livre e espontânea vontade.
não quero ninguém ao meu lado por obrigação ou por que tem algum tipo de ligação comigo.

e então, se for desse jeito, vai ser sempre prazeroso porque saberei que as pessoas que estão ao meu lado, estão porque me amam pelo que sou, e não porque as possuo!




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

então,
com o passar do tempo,
você acha que com a convivência,
as pessoas te conhecem
e que você conhece as pessoas!
puro engano!!!
nem você se conhece!


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

sobre os mecanismos da vida

ao longo dos meus 30 anos, eu desenvolvi um mecanismo de defesa.
não foi porque eu quis, nem ensaiei que fosse assim. aconteceu naturalmente.
no princípio, eu falava, falava e falava. quem não estivesse gostando do que estava ouvindo, que saísse de perto.
mas essa forma de me proteger/defender/atacar não estava dando certo.
as pessoas nem sempre estão abertas ao que estão escutando. aí, eu falava e minhas palavras não surtiam efeito. por mais que eu estivesse certa e/ou com a razão, percebi que nunca, jamais eu poderia mudar alguém.
quando não era compreendida, dependendo do grau da discussão, eu chorava.
isso mesmo! cho-ra-va!! igual à um bebê.
depois, me sentia uma completa idiota, porque gastava meu português, tentava ser entendida e era mal compreendida (as pessoas não se comovem com lágrimas! fato!!)!
então, a vida foi me ensinando que nem sempre preciso falar o que estou sentindo, porque as pessoas nem sempre querem saber.
e não importa quem seja a pessoa, se ela não concordar com o que eu sinto/penso, não vai entender nunca. então, gastar saliva não leva a lugar nenhum.
e aí, passei a ser adepta do silêncio.
me calo. não externo o que sinto, não discuto, não opino. às vezes, quando sou questionada sobre determinada coisa, prefiro não opinar. fujo pela tangente, porque sei que minha opinião e nada será a mesma coisa. não que eu me sinta menos, mas simplesmente aprendi que me calar em determinadas situações evita desgastes maiores.
ouvir mais, falar menos tem sido bom. muito bom.

mas esse mecanismo, o do silêncio, não me protege de me sentir magoada!
é um mecanismo que não tem blindagem!!

e eu sou humana, logo sou vulnerável! sou passível de me sentir magoada/triste/decepcionada!
o silêncio não impede que lágrimas escorram pelo meu rosto! não impede que eu sofra!

esse mecanismo, o que protege contra decepções, eu ainda não desenvolvi!!


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

respeito? cadê ele? quem escondeu?

gosto de viver com pessoas ao meu redor!
preciso de gente!! sempre!!!
o fato de eu precisar e ser feliz por estar cercada de pessoas não significa que essa gente que me cerca pode tentar me controlar, dizer o que eu devo ou não devo fazer, se estou certa ou errada!
cara, que saco!!
não é que eu sou uma pessoa que não aceita conselhos ou dicas... mas é que quando eu preciso de conselhos e dicas eu peço!! e dependendo da dica, nem preciso pedir, ela vem nas entrelinhas!!
e o fato de receber conselho e não significa que tenho que segui-lo necessariamente! (é ou não é?)
cuido da minha vida e vivo de uma maneira só minha!
tenho os meus valores, a minha fé, minha maneira de pensar e de agir (assim como qualquer ser humano)!!
e se tem uma coisa que eu super valorizo é o respeito!! é o que mais prezo nessa vida!
RESPEITO PRA CARAMBA O ESPAÇO ALHEIO!! juro!!!
mas em troca, exijo que o meu espaço seja imaculado!!!
tenho 30 anos e conheço pouquíssimas pessoas (mas poucas mesmo) que respeitam o espaço alheio assim como eu!!
queria saber qual é a dificuldade de cuidar apenas da sua vida!!
qual a dificuldade de aceitar as outras pessoas como elas são na sua essência (ainda que seja diferente de você)!
é muito fácil apontar o defeito dos outros e não se olhar no espelho!!!
é muito fácil falar e sair andando!!
é muito fácil exigir a perfeição alheia e um comportamento perfeito!
mas por que será que há dificuldades em se auto-julgar?

onde houver o respeito, haverá a harmonia!!

eu continuo aqui, no meu espaço, cuidando da minha vida e me auto-julgando!




"The least you can do is keep quiet"