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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Reinaldo Gianecchini, luta pela vida e o valor das coisas

ontem, aquele programa sacal, que já deu o que tinha que dar, que passa na Globo, chamado 'Domingão do Faustão' recebeu a visita do Reinaldo Gianecchini.
o ator foi falar de como está sendo seu retorno aos palcos e de como foi enfrentar uma doença tão cruel: o câncer.
eu parei o que estava fazendo para assistir a entrevista.

me veio um filme à cabeça: tudo que vivi ao lado de uma pessoa cardiopata (minha irmã) que quase morreu algumas vezes, mas superou a doença ao transplantar seu coração.

não sei se alguém que nunca passou por algo parecido se emociona tanto quanto com um depoimento como o do Gianecchini, como alguém que já viveu ou acompanhou de perto a luta pela vida.

não, não é legal viver uma doença ou ter ela em alguém próximo. doença é sempre sinônimo de sofrimento. mas uma coisa é verdade: aprendemos a enxergar coisas lindas durante e depois do período de sofrimento.
não que antes isso não acontecesse, mas quando se sofre junto à alguém que luta para viver com um sorriso no rosto não há possibilidades de sair 'sem marcas'!!

quando você presencia sua irmã, que mal pode respirar porque seu coração não funciona direito, mas está sorrindo e feliz (sem demagogias) pelo simples fato de estar viva e tendo a chance de lutar pela vida, não dá pra reclamar de coisas pequenas né?

depois de toda a luta que minha irmã viveu, tudo que sofreu, toda dor que sentiu e toda privação que a vida a submeteu, eu posso afirmar categoricamente: sou outra mulher!

minhas escolhas e prioridades na vida são outras.
os dias precisam ser vividos um à um.
os momentos precisam ser valorizados.
os valores das coisas materiais precisam ter a dimensão na medida certa, nem à mais, nem à menos.
presentear com um brinquedo não pode ser mais valioso que um pic nic, que uma tarde no parque com seu filho.
as pessoas precisam ser respeitadas.
os sentimentos verdadeiros não podem dar lugar à coisas banais.
o orgulho precisa ser deixado de lado.

a vida é curta demais para ficarmos apegados à coisas passageiras.

diga 'eu te amo' quando sentir vontade.
perdoe.
peça perdão.
aceite que sua beleza pode não ser de capa de revista, mas tem seu valor.
entenda que cada ser humano é único, evite comparações.
tenha prazer em comer um prato de arroz com feijão.
as coisas mais baratas também proporcionam alegrias, prazer, satisfação.
faça carinho.
arrisque.
admita seus medos.
reconheça seus erros.
não tenha vergonha de si mesmo.
o dinheiro e as coisas materiais vem e vão.
os laços de amor que construímos ao longo da vida, esses sim ficam.
faça escolhas. sem medo de errar.
saiba rir de si mesmo.

permita-se, ao menos uma vez na vida, sentar no chão, comer fruta direto do pé, se sujar e não se preocupar com a mancha na roupa.
a roupa manchada pode ser substituída por outra nova.
o prazer do momento, de comer uma fruta doce com as mãos, não pode ser comprado ou substituído.

enfim, a vida é feita de coisas simples.
as pessoas complicam.
ficam buscando alegria e motivos para serem feliz, quando isso pode acontecer com as coisas mais triviais.

já disse aqui que felicidade é estado de espírito.

não há nada mais valioso nessa vida do que a própria vida!

ontem o Gianecchini foi à TV dizer que lutou e acreditou na sua cura com um sorriso no rosto.

e vc? vive a vida e suas lutas diárias com um sorriso no rosto?





quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

voltei!!!

tanto tempo sem passar por aqui que estou até 'enferrujada'.
nessa nossa vida feita de escolhas, eu tenho feito algumas que estão me fazendo abrir mão de outras. não, eu não consigo fazer 15 mil projetos ao mesmo tempo, cuidar de filha, marido, casa, trabalho, recomeçar regime (over and over again), etc, etc, etc e ainda administrar redes sociais e alimentar blog.
fico lendo blogs por aí e honestamente, adoraria entender como uma pessoa tem ânimo e inspiração diária para fazer uma post interessante.

esse meu blog, que eu fiz com tanto carinho e amo tanto, está muito largado de lado.
mas irei me esforçar e atualizar mais. porque eu gosto muito de escrever e esse é o MEU espaço.
escrevo o que quiser. e aqui, só lê quem se interessa pelas minhas palavras. então eu considero essa troca bacana.

2012 será um ano agitado pra mim.
é ano de procurar escola nova pra minha filhota, de dar passos maiores para crescer, arriscar mais, colocar uns projetos em prática, enfim.... começar coisas novas que estão na época de serem começadas e tentar colocar em prática coisas que não coloquei antes.

é isso! voltarei com mais frequência. até porque, estou sentindo falta de dividir com as teclas as minhas doideiras. :D

feliz 2012 para todos!

domingo, 10 de janeiro de 2010

vivendo as escolhas

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que tu cativas!"

Essa famosa frase de Saint-Exupéry é minha filosofia de vida desde que me entendo por gente (sim há muitos anos mesmo, porque li 'O Pequeno Príncipe' ainda criança).

O 'cativas' da frase pode ser fácilmente substituído por 'escolhes'.

Somos nós que fazemos nossas escolhas. O tempo todo estamos optando por esse ou aquele caminho a seguir. E às vezes nem nos damos conta. E quando percebemos, já estamos colhendo o que plantamos, vivendo o que escolhemos.

Nem todas as escolhas são acertadas.

Acho que sempre que opto por algo em minha vida é porque quero o melhor pra mim. Mas será que sei o que é melhor pra mim?

O que sei é que tento sempre fazer o melhor e sinto que, na maioria das vezes, acerto.

Mas como não sou perfeita, às vezes pego um atalho, sigo toda prosa e quando vejo.... caminho errado, escolha errada. Quando dá, corro muito o caminho de volta, me perco , me acho, mas chego no início e começo tudo do zero. Mas nem sempre dá pra voltar e começar de novo. O tempo não deixa. Nesses casos, não há que se revoltar, tem que haver aceitação. Viver aquilo que se escolheu. Da melhor maneira possível.

A vida passa rápido e vai nos levando, nos guiando, nos permitindo escolher e decidir.

Acredito que não existe uma pessoa se quer na face da terra que vive só de escolhas acertadas.

Isso me conforta um pouco: saber que não sou a única a quebrar a cara às vezes. Que não sou anormal.

E quando me deparo com o muro, e a vida não me permite retornar ou pulá-lo, eu simplesmente aproveito a sombra que ele me oferece, sem reclamar.