terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

depois daquele carnaval.....


quarta feira de cinzas!
quando na minha vida eu poderia imaginar que esse dia significaria algo?
nunca suportei o 'esquindô-lelê'!
nunca gostei de bailes carnavalescos!
nunca gostei de me fantasiar!
nunca gostei da festa 'carnaval'!
sim, o feriado sim! esse sim eu sempre amei!
ficar em casa de bode dando lucro para a locadora ou viajar e fugir para um lugar qualquer que me poupe de escutar marchinhas carnavalescas: esse sempre foi o significado do carnaval pra mim!
mas naquele ano tudo foi diferente!
eu morava em Cruzeiro (SP) e nossa vizinha da casa da frente (que também estudava na mesma escola que Gi e eu) nos fez o seguinte convite: ir para Passa Quatro (MG), passar o carnaval na fazenda de sua família. A Gi aceitou na hora! Eu, chata que sou, disse que não ia!
Mas aí, vi aquele movimento de arrumar malas, separa travesseiro, separa roupa.... não resisti!
FUI!
Elas diziam que ia ser legal que ia ter muitas coisas pra fazer lá e blá, blá, blá!
Acho que na realidade fui só pra dizer que estava indo!! Enfim...
Fomos de ônibus. Eu, Gi, Raquel (a dona da fazenda) e se não me falha a memória mais umas 3 ou 4 ou 5 meninas!
Chegando lá, fiquei maravilhada com o lugar: uma fazenda linda, um casarão com aquelas janelas imensas, com piso de madeira (andávamos e fazia um barulho bem peculiar), vários objetos antigos e uma sensação maravilhosa de estar realmente refugiada no passado!
Estava tudo maravilhoso! Companhias agradáveis, comidinha boa, ar puro, natureza por todos os lados.... tudo que eu gostava!
Fomos algumas vezes ao centro da cidade para ver o carnaval de rua. Que por incrível que me pareceu na época, estava bom também!
O que eu não podia imaginar, é que minha vida mudaria completamente após aquela viagem!
No segundo dia, o tio dessa amiga recebeu dois amigos que também se hospedaram na fazenda!
Fato esse que nada alterou nossas rotinas de meninas (ainda) adolescentes rumando à idade adulta!
Mas naquela tarde ensolarada, era para acontecer uma simples carona para a fazenda! Afinal, eu tinha ficado na cidade enquanto o restante das meninas tinha voltado para andar à cavalo!
Um dos amigos do tio da Raquel, se comprometeu em me levar de volta. Fiquei na cidade, batendo papo, rindo e quando cansamos, resolvemos voltar!
Para ser franca, não lembro uma só palavra do papo que tivemos dentro do carro!
Só consigo me lembrar ( e muito bem) do beijo avassalador que não pude evitar ao descer do carro! Ele me deu uma carona, mas na verdade queria um beijo!!
Pronto! Estava escrita a primeira página de nossa história juntos!
Aquele beijo mudou nossas vidas! Aquele beijo nos uniu e nunca mais nos separou!
Na quarta feira de cinza de 1999, eu não sabia, mas eu já estava com o homem da minha vida!
O homem que está (e sempre esteve) ao meu lado em todos os momentos, o homem que escolhi para ser meu melhor amigo, meu cúmplice, meu namorado, meu marido, o pai da minha filha!

Há exatos 11 anos, eu encontrei o amor da minha vida no carnaval!
Justo eu, que não gosto de carnaval....



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

eu, meus amores, o mar, as estrelas e os castelos de areia


ando meio sumida. o calor está me consumindo. o calor e outras 'coisinhas'!
bom, o mesmo calor que me consome, me trouxe aqui para postar sobre a minha noite mais poética de 2010!
aí vai:
sábado, 6 de fevereiro. calor insuportável. 22h. eu, maridão e princesa. os três! em casa! entediados! nesse dia, eu fiz uns pastéizinhos deliciosos para o jantar! estávamos alimentados, mas entediados!
a sala já estava pequena para nós três e os brinquedos todos que a princesa insiste que devem ficar no nosso caminho!
Manu estava só de calcinha (como quase sempre)! eu e maridão, melados de suor.
surgiu a idéia brilhante: GENTE, VAMOS ANDAR NO CALÇADÃO?
resposta em coro: vamos!!
estava armada a bagunça!! Manu amou a idéia!
descemos e fomos andar no calçadão! Leme: esse era o nosso destino!
sentamos em um quiosque e a princesa ensaiou brincar no parquinho! ficou parada, bem na entrada, olhando as crianças disputarem um espaço em cada brinquedo! não se interessou!
a brisa estava quase 'morna'! mas ainda assim não era o ar quente de dentro de casa!
havia um movimento de pessoas fora do comum para o horário!
gente, aqui no Rio está fazendo um calor insuportável! tão insuportável que 21, 22h ninguém suporta ficar em casa com ventilador ligado no máximo fazendo o ar quente circular!
bom, voltando.... eu e o Di ficávamos dando força pra ela entrar e brincar! mas ela se recusava!
vinha falar com a gente e em seguida ia ensaiar sua entrada no parquinho!!fez isso algumas vezes! foi e voltou. eu estava quase imóvel, só mexia minha boca! não queria suar mais do que já estava suada e muito menos perder a brisa fresca que me tomava conta!!
mas não teve jeito, tínhamos que fazer algo para entreter a pequena! foi aí que eu tive a segunda idéia brilhante da noite: FILHA, VAMOS LÁ NA ÁGUA MOLHAR OS PÉS E FAZER CASTELO?
acho que nem preciso dizer a resposta!!
foi um movimento só: levantamos e partimos dali!
caminhamos de mãos dadas, os três, despretensiosamente rumo ao mar!
Manu, em especial, não cabia em si de alegria, afinal estava na 'night'!
à nossa esquerda tinha uns pescadores com suas varas fincadas na areia!
à direita, um pouco mais distante, tinha um grupo de amigos. rindo e tirando fotos.
nós, como estávamos apenas com a roupa do corpo, tentamos não nos sujar e sentamos em cima de nossos chinelos. mas não deu muito certo. não aguentamos nem cinco minutos de formalidades! sentamos na areia úmida bem perto do mar e ficamos ali, durante um longo tempo, curtindo a brisa, brincando, rindo e fazendo mil castelos. molhamos os pés, cantamos e nem vimos a hora passar!
eu, estava tão à vontade, que certo momento, me deitei na areia e fiquei olhando pro céu, contando as estrelas! como estava estrelado e eu nem tinha percebido!
ah, quanto tempo eu não fazia isso: olhar as estrelas. e pensar que elas estão ali todos os dias, esperando nossos olhares...
enfim. não entramos no mar (por muito pouco - afinal quando se tem filhos toda e qualquer atitude tem que ser bem pensada), mas saí de lá com minha alma lavada!
aquele momento único, com minha família, foi impagável! queria que tivesse durado para sempre! poderia viver com os dois naquela cena anos e anos! havia um clima agradável e uma alegria que é só nossa! éramos só nós três, como se não existisse nada ao nosso redor!
dessa vez, ao contrário de todas as outras saídas, eu não estava com minha máquina em punho para registrar tudo!
mas acho que não era pra ter foto mesmo! acho que era apenas para registrarmos em nossas memórias! MOMENTO ÚNICO, MOMENTO SÓ NOSSO!
e se Manu não se lembrar desse episódio de nossas vidas quando for maior, não tem problema, eu contarei a ela mil vezes se for preciso! de minha mente nunca sairá!

ah, saímos de lá era quase meia noite! chegamos em casa, tomamos um banho revigorante e fomos para nossa cama, levamos a princesa pra dormir com a gente, e adormecemos felizes e (finalmente) com o friozinho do ar condicionado!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

THE CRANBERRIES


dia 28 de janeiro de 2010 JAMAIS sairá de minha memória!


Show da banda de rock irlandesa, The Cranberries, formada por Dolores O'Riordan (vocalista), Mike Hogan (baixista), Noel Hogan (guitarrista) e Fergal Lawler (baterista) e ontem pela primeira vez no Brasil, ainda com a formação inicial, eles fizeram O show no Rio de Janeiro, às 21:30 (pontualmente) no Citibank Hall.
Nunca imaginei que viveria esse momento! Eles estavam parados há 7 anos, minhas esperanças estavam acabadas.
No final de 2009, a Gi (minha irmã-super-híper-mega-antenada-em-música) me perguntou: ''Alê, sabe quem vem ao Brasil em janeiro?''
Respondi que não! Pela minha mente inquieta, passaram milhões de nomes, mas nem sequer pensei que seriam eles!
Quando ela me disse: The Cranberries, quase surtei! ''Hã? Como assim? Tem certeza? Mas... onde você leu isso? Tem certeza, Gi? Onde? Quando?''
Fiquei doida! ''A banda que eu mais sou ligada vem ao Rio!''
Esperei 15 longos anos por isso! Se não me engano, a banda existe há 20, mas eu comecei a adimirá-los em 1995, quando completei 15 aninhos e ganhei meu primeiro CD:'no need to argue'! E de lá pra cá, todas as suas músicas fizeram parte de minha trilha sonora!
Sou fanzoca deles mas nada fanática, tipo aquele pessoal que sabe detalhes da vida pessoal dos integrantes e chega horas antes do show e fica esperando para entrar e 'colar' na grade! Mas sou o tipo que chorou quando ouviu LINGER ao vivo!
Fui acompanhada do meu maridão, que nem é chegado na banda, mas curtiu também! Fomos de pista!
Foi sensacional! Dancei muito, pulei, filmei, tirei foto, gritei, cantei as músicas, me arrepiei, chorei... enfim, curti muito!


sábado, 23 de janeiro de 2010

arriscando o novo

ah, eu tô quase nos 30 mas me sinto como um bebê dando seus primeiros passos!
sabe aquela insegurança que uma criança tem quando está começando a andar? que não larga a mão do adulto ou um móvel porque ainda não tem firmeza em seus passos?
eu tô assim!
tô rumando pra outro lado, arriscando, mas ainda me segurando em um móvel com medo de cair!
sinto-me assim porque já não sou mais um bebê. arriscar quando se é uma criança é bem diferente de quando se tem quase 30 anos na cara, uma história, marido, filha e responsabilidades. mas mesmo assim, estou indo. rumando para o caminho novo, desconhecido, excitante e promissor. estou trocando o certo pelo incerto (que com fé e determinação, dará certo). estou caminhando lentamente, desbravando um lado meu que eu desconhecia, que demorou 30 anos pra se revelar. estou acreditando.
vou com calma, paciência e determinação.
vou porque estou em busca do novo. em busca do que é meu.
vou porque sei que nessa vida o que vale é ser feliz. e felicidade não tem preço.
vou porque quero ir além!

eu acredito nos meus sonhos, vou com fé!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

eu vou-me embora para Mauritânia


aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh eu quero me mudar para MAURITÂNIA!!!

Sim, quero ir pra esse país que fica no noroeste do continente africano e nunca mais voltar!!

Lá eu serei venerada, idolatrada, salve, salve Alê! Sim, porque lá, a mulher magra não é bem vista! Os homens de preferem as gordas!! (ai que deprê!)
Quanto mais gorda, melhor. Então, as mulheres comem muito pra não ficarem pra titias, pois as magras ficam encalhadas. Comem tanto que sofrem muito de diabetes e outras doenças decorrentes do sobre-peso!!

Pronto, achei minha solução: já que não consigo entrar em uma calça jeans nº 38, vou mudar para a Mauritânia e viver feliz para sempre!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkk

Isso prova que a beleza está nos olhos de quem a vê! :)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

falso aqui, falso acolá


se tem uma coisa nessa vida que eu ABOMINO é a FALSIDADE que habita por aí. (quem me conhece sabe!)

ai, tenho nojo e vontade de vomitar quando me deparo com a 'tal'.

é um comportamento que não consigo admitir: como é que pode existir?

nunca tinha pensado em perder meu tempo escrevendo sobre isso, mas não pude me conter.

há pouco, estava em uma de minhas 'navegadas' pelo orkut, quando me deparei (diversas vezes)com a falsidade em sua versão virtual: tipo, 'quero mostrar para os outros uma coisa que não sou e nunca serei'!

pra que isso? pra que viver de aparências? pra que essa necessidade de mostrar uma coisa que não existe? será que é aquela velha história 'de provar algo para alguém'?

fulano, que não gosta do beltrano (a empresa inteira sabe), mas posta foto abraçadinho com ele na festa de final de ano e ainda comenta: 'muito legal esse dia'! argh!

e aquela beltrana que não se dá com o namorado (vive de aparência que todo mundo sabe) e posta foto com o 'amore'?!

tem aquela que comenta: 'querida, que saudades de vc' (mas não liga pra saber da 'querida').

ah, faça-me o favor!



eu pergunto: pra que isso? pra mostrar pra 'comunidade' que você é popular? que você tem muitos amigos? que nunca está sozinho? que todos te amam? (ninguém é tão popular assim!)



ai, num guento! tenho nojo!



tenho uma teoria para esse tipo de comportamento: esse povo que pratica essa tal falsidade , tem a necessidade de ser querido em algum lugar, nem que seja no mundo virtual! porque é nesse mundo virtual que as pessoas se vendem da maneira que querem e só quem conhece de perto sabe que é 'fake'! é como se no orkut, facebook e sei lá mais o que, existisse um 'avatar'! é!! a pessoa cria/inventa um perfil e se comporta como gostaria que sua vida fosse! acho que procurando aceitação!!! será?

não sei!

só sei que não tenho nada contra os sites de relacionamento, tenho perfil no orkut e até curto! mas acho que as pessoas estão estrapolando os limites da realidade e projetando na web o que gostariam de ser e não são!!! e isso é a maior falsidade!!

mas eu não deveria me surpreender! se alguém é falso na vida real, será falso na web também!!

domingo, 10 de janeiro de 2010

vivendo as escolhas

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que tu cativas!"

Essa famosa frase de Saint-Exupéry é minha filosofia de vida desde que me entendo por gente (sim há muitos anos mesmo, porque li 'O Pequeno Príncipe' ainda criança).

O 'cativas' da frase pode ser fácilmente substituído por 'escolhes'.

Somos nós que fazemos nossas escolhas. O tempo todo estamos optando por esse ou aquele caminho a seguir. E às vezes nem nos damos conta. E quando percebemos, já estamos colhendo o que plantamos, vivendo o que escolhemos.

Nem todas as escolhas são acertadas.

Acho que sempre que opto por algo em minha vida é porque quero o melhor pra mim. Mas será que sei o que é melhor pra mim?

O que sei é que tento sempre fazer o melhor e sinto que, na maioria das vezes, acerto.

Mas como não sou perfeita, às vezes pego um atalho, sigo toda prosa e quando vejo.... caminho errado, escolha errada. Quando dá, corro muito o caminho de volta, me perco , me acho, mas chego no início e começo tudo do zero. Mas nem sempre dá pra voltar e começar de novo. O tempo não deixa. Nesses casos, não há que se revoltar, tem que haver aceitação. Viver aquilo que se escolheu. Da melhor maneira possível.

A vida passa rápido e vai nos levando, nos guiando, nos permitindo escolher e decidir.

Acredito que não existe uma pessoa se quer na face da terra que vive só de escolhas acertadas.

Isso me conforta um pouco: saber que não sou a única a quebrar a cara às vezes. Que não sou anormal.

E quando me deparo com o muro, e a vida não me permite retornar ou pulá-lo, eu simplesmente aproveito a sombra que ele me oferece, sem reclamar.